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Archive for maio \31\America/Sao_Paulo 2011

ASSALTO EM VEÍCULO.

01. Estacionar em lugar movimentado e iluminado.

02. Usar sistema de alarme e chave geral interruptora, bem como tranca na direção.

03. Estacionar o automóvel, se possível, sob observação visual.

04. Evitar armas e documentos no porta luvas.

05. Usar corrente na direção.

06. Ao estacionar, manter os vidros levantados e trincos fechados.

07. Não carregar nada que chame a atenção sobre os bancos e painel do carro.

08. Não parar no trânsito com a mão para fora do veículo.

 QUANTO À PESSOA.

01. Ficar atento à aproximação de pessoas ao veículo em lugares ermos.

02. Ao sair do estacionamento ou ao chegar com o carro na garagem observar ao redor.

03. Não dar carona.

04. Não participar de situações suspeitas, descendo do veículo.

05. Evitar longas viagens desacompanhado.

06. Não trocar pneus em lugares ermos.

ASSALTO NA RESIDÊNCIA.

01. Manter escadas e ferramentas fora do alcance de estranhos.

02. Exigir e comprovar referências profissionais para serviços domésticos.

03. Não deixar recados ou notas escritas na porta quando se ausentar.

04. Cuidar com técnicos não solicitados : telefone, água, luz, etc.

05. Não deixar a luz acesa durante o dia.

06. Manter permanente vigilância na residência.

07. Iluminar externamente o pátio.

08. Proteger convenientemente as aberturas (basculante alto risco).

09. Revisar as aberturas à noite.

10. Adotar sistema de alarme nas aberturas.

11. Perda de chave, troca de fechadura.

12. Fazer chaves em lugares diferentes.

13. Atender a porta depois de prévia identificação através do olho mágico.

14. Cão de guarda.

15. “Senha” entre o morador e o porteiro em caso de assalto.

16. Manter a porta da garagem sempre fechada.

17. Observar o fechamento da garagem de comando eletrônico.

ASSALTO EM VIA PÚBLICA.

01. Estabelecer roteiro iluminado e movimentado, não passar junto ou atrás de terrenos baldios, matas, becos ou vielas.

02. Evitar parar em lugares ermos.

03. Manter familiares informados sobre roteiro de deslocamento.

04. Andar, especialmente à noite, próximo ao meio fio.

05. Evitar o transporte de volumes à noite.

06. Dividir o volume de dinheiro em vários locais do corpo.

07. Andar sempre com dinheiro trocado para evitar tirar a carteira em lugares movimentados.

08. Precaver-se em aglomerações : bolsas, pacotes e volumes.

09. Atuação da esposa e filhos em caso de assalto.

10. Não deixar a bolsa sobre o balcão ou carrinho de compras.

11. Manter a bolsa pendurada no ombro e com a abertura para dentro.

12. Viajar, sempre que possível, durante o dia.

Complementações especiais diversas:

1- Manter sigilo entre os funcionários mais graduados da empresa quanto a informações ditas privilegiadas, como assuntos comerciais, viagens, transações bancárias, mudanças de cargos antes de ser anunciado oficialmente, roteiros de viagens, horário de expediente especial dos superiores, hábitos de almoço e horários de chegada e saída de visitantes importantes,etc.

2- Dar orientação aos funcionários mais chegados quanto as mudanças de rotina para melhorar a segurança do grupo.

3- Orientar os funcionários fixos quanto ao recebimento de mercadorias, presentes ou correspondência.

4- Treinamento adequado para a telefonista para evitar vazamento de informações que possam dar orientações do paradeiro e hábitos dos diretores da empresa, possibilitando a estranhos se antecipar aos movimentos dos mesmos.

5- Prevenção quanto a conversas na frente de motoristas e secretárias, etc.

6- Fazer uso destes conceitos na própria residência.

7- Na contratação de serviços terceirizados de qualquer natureza, pedir informações pessoais a empresa contratada do funcionário se apresentar para o serviço.

8- No caso de contratação de pessoal de segurança pedir o DVC na delegacia mesmo que os mesmos apresentem certidão negativa de antecedentes criminais.

Obs.: Em condições de risco de seqüestro, extorsão, chantagem ou trafego de informações sigilosas na empresa como sendo certas de ocorrência ou com grande suspeita, existem outros procedimentos mais profundos que devem ser seguidos mediante uma analise de risco e planos de contingência específicos.

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Conheça 10 dicas para evitar golpes pelo telefone e evite aborrecimentos
Fonte: ABSO
Apesar de conhecidos, os golpes por telefone estão cada vez mais freqüentes, muitas vezes por falta de prevenção das vítimas. Normalmente, a pessoa recebe uma ligação e se desespera com a notícia de seqüestro de um parente. Ela segue as instruções do criminoso e paga uma determinada quantia. Logo após o pagamento, descobre que caiu num golpe.

Embora a Polícia e as operadoras de telefonia estejam atentas a esses golpes, ações preventivas por parte dos usuários podem ajudar na diminuição desse crime. Por isso, a Delegacia de Defraudações (Defa), divulgou 10 dicas para evitar e desmascarar um golpe telefônico.

O objetivo da difusão das dicas é prevenir os cidadãos para que eles fiquem atentos e não caiam nos golpes. Listadas pela Defa, as dicas mostram os procedimentos mais comuns dos criminosos ao entrarem em contato com vítimas.

Com a popularização dos falsos-seqüestros, nos quais criminosos ameaçam a pessoa do outro lado da linha dizendo que estão com algum parente, a Polícia tem se empenhado cada vez mais para coibir este tipo de crime. O delegado titular da Defa, Lauro Coimbra, orienta as pessoas a sempre entrarem em contato com a Polícia Civil por meio do Disque Denúncia – 181.

Em alguns casos, os aparelhos de bina, dos telefones não são capazes de registrar o número suspeito. “Mesmo assim há possibilidades de se descobrir o número de onde se originou a ligação”, afirma o delegado. “Em primeiro lugar, deve-se, junto à operadora, solicitar um
procedimento denominado ‘conta reversa’, que detalha os números que ligaram para seu telefone. Em último caso, há ainda uma outra possibilidade, que é o pedido judicial de quebra de sigilo da conta”, explica.

Confira as dicas

1 – Conheça os “scripts” mais comuns:

Embora varie nos detalhes, a história dos golpistas é sempre a mesma. Acompanhe as notícias sobre os golpes para se manter informado sobre as novas versões.

2 – Ligações a cobrar:

Se o interlocutor for desconhecido, desligue. Policiais e bombeiros não telefonam para informar sobre acidentes (a tarefa cabe aos hospitais), nem muito menos ligam a cobrar.

3 – Não ajude o suspeito dando-lhe informações

O nervosismo faz com que muita gente, sem perceber, acabe passando aos bandidos informações que serão usadas para pressioná-las. Em nenhuma hipótese revele nomes de parentes a desconhecidos pelo telefone.

4 – Cuidado com adesivos nos veículos e páginas de relacionamento na internet:

Adesivos com o nome da academia de ginástica, faculdade e informações pessoais em sites de relacionamento (Myspace, Hi5, Orkut) são preciosas fontes de informação para os bandidos. Evite e peça aos seus filhos para evitar esses procedimentos.

5 – Oriente aos idosos:

Tanto ou mais do que crianças e empregadas, são as pessoas idosas da família as mais vulneráveis à manipulação dos bandidos. Muitas vezes, por se sentirem sozinhas, elas podem prolongar conversas com desconhecidos e sem perceber passar informações para criminosos.

6 – Pare para raciocinar:

O pânico diante da possibilidade de um parente estar acidentado ou seqüestrado faz com que muitas pessoas deixem de tomar atitudes óbvias, como checar se a informação é verdadeira. As pessoas, que procuram à Polícia, relatam que muitas vezes deixam de ligar para o “seqüestrado” não porque são impedidas de fazê-lo, mas porque a idéia não lhes ocorre.

7 – Desobedeça:

Ligue para o suposto seqüestrado ainda que o bandido diga para não fazê-lo. Se conseguir contato, parte do problema estará resolvido. Se não, tente um amigo ou parente dele. A hipótese de um seqüestrador real fazer a ameaça de matar a vítima é remota – bandidos não vão matar a vítima e perder seu trunfo só porque o celular dela tocou. Cheque também os lugares possíveis em que o “seqüestrado” estaria naquele momento (academia, colégio, trabalho).

8 – Duvide do choro das vítimas:

Apelos chorosos de supostos seqüestrados têm sido usados com freqüência pelos golpistas. A Polícia sabe que raramente seqüestradores de verdade telefonam do mesmo lugar em que está a vítima, pois eles podem ser rastreados e ter o cativeiro descoberto.

9 – Desconfie de ligações longas:

As estatísticas baseadas em contato feito por seqüestradores reais indicam que cerca de 90% dos primeiros contatos telefônicos duram menos de um minuto. Por temerem ser rastreados, eles nunca fazem ligações longas.

10 – Notifique sempre o fato à Polícia:

Se você cair no golpe, não deixe de noticiar à Polícia. De posse das informações, principalmente o número de origem do telefone da chamada criminosa, ou o número da conta em que o “resgate” foi depositado, a Polícia pode identificar o criminoso e evitar que mais pessoas sejam vítimas dele.

 

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Dicas de segurança em hotéis

1) Utilize somente os serviços de táxi cujos motoristas tenham identificação pessoal à vista. Não use táxi que esteja fora do ponto oficial. Em alguns aeroportos já existem os serviços de compra antecipada de ticket do trajeto. Consulte a central de informações dos aeroportos;

2) Tome conhecimento da política de privacidade, diretrizes de funcionamento e procedimentos segurança do hotel;

3) Guarde todos seus valores no cofre forte do hotel, inclusive passaporte e passagens de volta e registre por escrito o que for guardado;

4) Evite ostentar jóias e/ou exibir grandes quantidades de dinheiro;

5) Não atenda funcionários do hotel que queiram oferecer serviços não solicitados. Comunique à Gerência;

6) Evite carregar consigo passaporte e cheques de viagem. Em caso de extravio, furto ou roubo comunique imediatamente à Polícia local;

7) Nos restaurantes de hotéis não pendure bolsas, máquinas fotográficas ou câmeras de vídeo nas cadeiras e nem as coloque no chão;

8) Não revele seus dados pessoais a pessoas desconhecidas ainda que sejam eventuais companheiras de viagem;

9) Não abra a porta de seu apartamento sem identificar com segurança o visitante. Mantenha-a permanentemente trancada;

10) Veja quantas portas separam seu quarto da saída de emergência. Procure saber onde estão os extintores de incêndio e alarmes.

11) Não deixe o Notebook fora do alcance de sua vista, principalmente nos momentos de chek-in, chek-out e café da manhã, assim
como salas de reuniões e treinamento.

12) Referente à utilização de notebook, importante verificar se o hotel possui política de segurança/privacidade e conferir se a conexão via internet é segura (selo de segurança e certificado válido);

13) Utilize sempre a entrada principal do hotel quando retornar mais tarde, assim como solicitar táxis conveniados com o hotel;

14) Durante os translados, vigie de perto e ininterruptamente sua bagagem. Use etiquetas grandes e/ou coloridas que permitam a fácil identificação de suas malas nas esteiras ou balcões de entrega, lembre-se de colocar, também, o seu nome, endereço, telefone e cópia do roteiro de sua  viagem dentro da bagagem. Em caso de perda ou extravio dela, estas informações facilitarão a recuperação.

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Dicas de segurança em casos de sequestros e assaltos
 
Como se comportar em sequestros

– Nunca simule nada, principalmente doença. Procure estabelecer um elo de
confiança, seguindo as regras impostas. Eles são donos da situação e da sua
vida.

– Descanse o máximo que puder quando o sequestrador estiver acordado, para
você ficar desperto quando ele estiver dormindo.

– Em caso de uma ação policial no cativeiro, jogue-se no chão, leve as mãos a
cabeça e não faça nenhum gesto abrupto.

– Não reaja se for revistado e algemado. Siga as instruções da polícia.

– Se for sequestrado, não reaja. Procure fazer tudo o que seus sequestradores
exigirem. Não reaja e esteja preparado para esperar. Permaneça o mais calmo
possível e jamais tente negociar a própria liberdade com os sequestradores.
Deixe que profissionais façam isso.

– Não ameace os seus sequestradores. A atitude do refém nos primeiros
momentos do sequestro é de tentar a fuga. Cuidado isso pode lhe valer a vida.

– Não fale, ao menos que falem com você. Siga as regras impostas pelos
sequestradores. Evite olhar de frente.

– Nunca converse com outros reféns no cativeiro nem discuta com os
criminosos.

– Entenda que você é um refém e aceite essa condição. Saiba que você não tem
o controle da situação e seja humilde.

– Oriente seus filhos a jamais conversar com estranhos, fora ou dentro da
escola, e a não entrar em carros de desconhecidos a pretexto de carona.

– Não pare o carro em caso de pequenos acidentes. Essa é a principal forma
que os bandidos usam para interceptar suas vítimas em sequestros.

– No semáforo, fique sempre a uma distância em que você consiga enxergar a
roda do veículo da frente na altura do capô.

– A rotina é uma aliada dos sequestradores. Mude sempre seus caminhos e
obrigue que seus funcionários façam a mesma coisa.

– Procure sempre usar um carro com as melhores condições de segurança.

– Se você for contratar um segurança, conheça antes a sua formação e exija
referências.

– Planeje com sua família o que fazer em caso de sequestro.

– Evite dar informações sobre sua vida pessoal e profissional.

– Oriente seus filhos para que sejam discretos. Eles devem evitar comentar
informações sobre a situação financeira da família.

– Em caso de reportagens, evite falar sobre sua vida pessoal e sua situação
financeira. Sequestradores costumam também escolher suas vítimas pela
imprensa.

– Os ricos não devem usar transporte escolar para seus filhos. Marque
horários para buscar as crianças e obrigue-as a ser pontuais. As babás não
devem usar uniformes, para que não sejam facilmente identificadas

– Leve seus filhos à escola pessoalmente ou autorize alguém de sua inteira
confiança.

Como se comportar em assaltos

Durante o assalto

– Não reaja nem tente fugir

– Apenas responda o que for perguntado

– Não faça movimentos bruscos

– Tente parecer calmo

– Obedeça e peça autorização a cada movimento que fizer (para o ladrão não
pensar que você está tentendo reagir

– Carregue um pouco de dinheiro (para satisfazer o ladrão), mas poucos
cartões

Depois do assalto

– Não tente perseguir o ladrão

– Afaste-se do local

– Ligue rapidamente para 190 com todas as informações possíveis já
organizadas (endereço, descrição do ladrão, direção da fuga)

– Va para a delegacia mais próxima registrar a ocorrência. Não espere até
chegar em casa.

 

Dicas para evitar assaltos em semáforos
 
Nossa dica de Segurança deste semana é sobre assalto em semáforo!

Você já foi assaltado? Qual foi sua reação?

Ai vão algumas dicas:

É difícil saber qual vai ser a reação de cada um diante a um assalto, mas se
já tivermos consciência, com certeza agiremos de forma correta.

* Em primeiro lugar, nunca reaja se não estiver protegido (carro blindado).

* Não faça nenhum movimento sem autorização do assaltante, pois o mesmo pode
pensar que você venha a reagir.

* Só carregue o necessário na bolsa ou carteira, nunca coisas pessoais como,
telefone de amigos, endereços, extratos bancários.

* Ande sempre com os documentos em local diferente da carteira ou bolsa, para
não acarretar problema maior.

* Assim você poderá deixar bolsa ou carteira em local bem acessível tornado a
ação do assaltante mais rápida.

O que podemos fazer para evitar?

1- Quando estiver próximo ao semáforo e perceber a luz amarela,
automaticamente reduza a velocidade, prosseguindo lentamente assim ficara um alvo
mais difícil.

2- Ao parar em semáforos manter um distancia de segurança do carro da frente,
no mínimo 2 metros.

3- Olhe ao seu redor constantemente.

4- Não fique com os vidros abertos e braços pra fora enquanto estiver parado.

5- Sempre estacione em local iluminado.

6- Não marque seu carro, evite adesivos, e artefatos que facilitem o
reconhecimento do seu veiculo.

7- Tente no Maximo fugir da sua rotina.

 

Dicas de Segurança em apartamentos e casas
 
Em Apartamentos

– As normas de segurança a serem adotadas devem ser decididas em assembléia
de condôminos, com ampla difusão para todos os moradores do prédio, sob pena
de perderem a eficiência.

– O acesso de estranhos, sempre que possível, deverá ser restrito a um
horário pré-fixadol e será precedido das cautelas disponíveis.

– O pessoal da zeladoria, principalmente aqueles que desempenham funções na
portaria do prédio, devem ser alertados para os diferentes expedientes usados
pelos delinquentes e devem estar capacitados para tomar providências urgentes
quando necessário.

– As entradas do imóvel – social, de serviço e garagem – devem ser
suficientemente iluminadas, evitando-se o uso de obras de arte, de decoração
e de jardinagem que obstruam a ampla visão do local à distância.

-Os acessos aos apartamentos igualmente devem ser dotados de boa iluminação,
controlada do interior da residência. As portas devem ser sólidas e
guarnecidas de “olhos mágicos” ou outros dispositivos que permitam
a observação do ambiente.

– O interfone é de grande valia para que, em caso de emergência, o morador
comunique a presença de suspeitos ou de indivíduos indesejáveis em seu hall
de entrada.

– Havendo outros prédios contíguos ou próximos, por consenso de seus
moradores, poderá ser instalada uma ligação pelo interfone de suas portarias
e/ou zeladoria, ou mesmo de um simples alarme sonoro que funcionará como
pedido de auxílio nos momentos de perigo.

– O mesmo alarme sonoro, acústico e/ou luminoso poderá ser instalado em casa
vizinha, estabelecimento comercial ou simplesmente em local externo, à vista
dos moradores das imediações, com divulgação da instalação desse recurso.

– A seleção de pessoal doméstico e do concomínio deve ser rigorosa, com
pesquisa da vida anterior dos candidatos e criteriosa verificação das fontes
de referência. De preferência deve ser mantida a máxima discrição quanto aos
valores guardados na casa, existência de cofres, etc.

– As chaves que forem confiadas a serviçais, não devem abranger todas as
portas do apartamento, permitindo-se o isolamento de algumas dependências
privadas, principalmente durante o repouso noturno. Os empregados podem ser
atacados e forçados a abrir as portas de que possuam as chaves, surpreendendo
os demais moradores.

– A entrega de encomendas, flores, correspondência, etc., que não tenham sido
solicitadas ou que não estejam sendo esperadas, devem ser recusadas ainda que
o portador se apresente na companhia de empregados do condomínio.

– Quando estiver aguardando entrega a domicílio, instrua a portaria para
receber as encomendas, evitando a presença de estranhos em seu apartamento.
Quando recepcionar pessoas que não conheça, faça-o nas áreas de uso comum do
edifício, à vista dos funcionários da portaria.

– Ao chegar e ao sair, esteja alerta para a presença de estranhos nas
imediações de seu prédio. Qualquer suapeita deverá ser comunicada
imediatamente à Polícia, que saberá analizar a informação e tomar as
providências cabíveis.

– Se for surpreendido por assaltantes, procure manter a calma. Não encare
seus atacantes diretamente e nem discuta com eles. Havendo oportunidade, diga
que não guarda valores em casa, por exigência do seguro, e que está
aguardando visitas.

– Procure ter à mão a localização e os telefones da Delegacia de Polícia de
seu bairro.

Em Residências “casas”

– Acostume-se sempre a trancar portas e portões de acesso de sua casa. Não os
deixe abertos inutilmente, ainda que por poucos momentos. Os delinquentes
valem-se de nossos descuidos.

– Procure proteger as janelas e basculante com grades sólidas,
preferentemente instaladas no lada interno. Faça o mesmo em relação a todas
aquelas que possam ser alcançadas através das próprias obras de arte do
imóvel, ou com o uso de instrumentos de escalada.

– Proteja aporta da cozinha. |sole aquela dependência durante o repouso
noturno trancando as portas intermediárias. Aja da mesma maneira quando se
ausentar. os arrombamentos são mais frequentes através dos acessos do fundo
da casa.

– Pela manhã, ao acordar, seus serviçais devem ficar atentos à presença de
estranhos no quintal e que possam subjugá-los para ganhar o interior da casa.
Assim sendo, procure isolar seu dormitório e de seus familiares do restante
do imóvel. não confie à ninguém todas as chaves da casa mas somente aquelas
necessárias para seu ingresso nas dependências da cozinha e anexos.

– Procure manter isolado o acesso do sótão da casa, localizando-o de
preferência no banheiro ou em outra dependência que possa ficar trancada por
fora no período noturno ou durante sua ausência.

– Esteja alerta à presença de suspeitos nas imediações de sua casa, nos
momentos de sua chegada ou na hora de sua saída. Os roubos a residências tem
grande incidência nos horários das 07 às 09 horas ou das 18 às 20 horas.

Não admita o ingresso de estranhos em sua casa. As credenciais de carteiro,
leitores de hidrômetro, entregadores de gás, funcionários das companhias de
telefone e de energia elétrica, etc, devem ser devidamente examinadas e, em
caso de dúvida, devem ser confirmadas por telefone. Sempre que possível
alerte os outros familiares, ou o vizinho mais próximo, quando franquear a
entrada de um deles em seu lar.

– Não guarde valores de monta em sua casa. Faça sefuro deles e confie sua
custódia a cofres particulares de agências bancárias. Se preferir usar cofres
de segurança em sua casa, guarde sigilo quanto a sua existência e
localização. Sempre que possível instale mais de um, instalando um deles fora
de seus aposentos particulares.

– Use cães adestrados no lado externoda casa. Cachorros de estimação e/ou de
pequeno porte devem ficar dentro de casa, principalmente na área dos fundos,
onde poderão dar alarme no caso de tentativa arrombamento.

– Ao contratar empregados, dê preferência àqueles que apresentam referências
idôneas e que possam ser confirmadas mais facilmente. Se residirem fora do
emprego, faça uma verificação de endereço antes de empregá-los. Em caso de
dúvidas, consulte a Polícia Civil.

– Não confie armas de fogo a vigias inexperientes e que não tenham comprovado
estarem aptos a seu manejo correto e eficiente. Os guardas desavisados e
simplórios são presa fácil dos delinquentes que, no primeiro ato, se apossam
de suas armas.

– Igualmente, não use armas de fogo se você não estiver familiarizado com seu
manuseio. Uma pessoa destreinada pode ser levada à prática de atos temerários
que podem expô-la a grandes riscos. Em caso de perigo, abra sua janela e faça
vários disparos para o ar para despertar a atenção de circunstantes e agentes
policiais.

– Mantenha sempre à mão os telefones de emergência da Polícia. Conheça a
localização da Delegacia de Polícia do seu bairro. Instrua seus familiares e
serviçais de como proceder em caso de perigo eminente ou de simples
observação de suspeitos nas imediação.
– Quando estiver só em sua casa e surgir um estranho que pretenda fazer entrega de encomendas não esperadas (presentes, flores, etc) não abra sua porta e peça para que volte em outro horário. Se decidir atender, avise pelo telefone um vizinho e peça que ele fique observando o que irá suceder. Havendo outras pessoas na casa, uma delas devidamente resguardada, deve permanecer alerta vigiando o atendimento.

– Procure manter a entrada de sua casa livre de obstáculos que impeçam sua
ampla visão do interior do imóvel. Evite obras de arte, decorações de
jardim,que dificultem sua própria observação e tambám a de seus vizinhos, das
áreas de acesso.

– Se por ventura instalar alarmes sonoros e/ou luminosos, deverá testá-los
periodicamente para sua melhor segurança e também para que seus vizinhos,
devidamente avisados, reconheçam-nos com facilidade e possam ajudar em caso
de perigo.

– Os exaustores e aparelhos de ar condicionado devem ser solidamente presos à
base de sustentação que, de sua vez, deve ser cravada em armação de concreto
armado que circunde o orifício feito para sua instalação.

– Use todos os expedientes para dificultar a ação de delinquentes, desde a
simples colocação de trincos e travas de segurança nas portas e janelas, até
trancas, correntes e cadeados nos pontos mais vulneráveis. Improvise suas
defesas conforme a necessidade, a saber:

1- Colocação de obstáculos internos que impeçam a abertura de portas, quando
se ausentar.

2- Distribua aparatos que façam barulho quando as portas e janelas forem
forçadas.

3- Em janelas e portas que deslizam sobre trilhos, coloque peças de madeira
que impeçam seu deslizamento.

4- Para manter vidraças fechadas faça um furo no ponto em que as partes se
superpõem e introduza um prego ou parafuso resistente.

5- Trace os basculantes, (“vitraux”) mantendo a manopla presa à
haste de acionamento por um cadeado ou mesmo um arame grosso, apertado com
alicate.

– Procure conhecer seus vizinhos e combinar com eles medidas de auxílio
mútuo. A solidariedade é importante nos momentos de perigo.

– Se, nada obstante, você vier a se defrontar com delinquentes, antes de tudo
procure manter-se calmo. Não tente dialogar ou discutir com eles. Não os
encare diretamente mas procure memorizar suas características pessoais,
maneirismos, roupas, etc. Sobretudo não reaja, sua vida não tem preço.

 

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Podemos ter certeza de uma coisa, independentemente das melhorias de infraestruturas que estarão disponíveis para os visitantes nativos e estrangeiros até o começo dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Futebol, estas não serão suficientes e haverá muitos problemas que se manifestarão em cascata e se refletirão sobre as populações locais também.  Já sabemos da necessidade de ampliação dos aeroportos e do número de hotéis para suprir toda a demanda de visitantes nas cidades que sediarão os eventos esportivos, mas como lidar com os aumentos dos serviços decorrentes como táxis, transportes coletivos, restaurantes, tratamento de água e esgoto, energia elétrica, telefonia, atendimentos de emergência, hospitais e segurança pública? Tanto os residentes como os visitantes estarão muito expostos à criminalidade e sofrerão juntos os mesmos problemas. Quando não há leitos suficientes nas cidades que cediam os eventos os visitantes acabam por procurá-los nas cidades da região, aumentando o tráfego e a população flutuante, que acabarão prejudicando a cidade do evento também. Não podemos nos esquecer das necessidades especiais de deslocamento e segurança de autoridades nacionais e estrangeiras, esportistas, artistas e celebridades. Não haverá carros blindados, aviões executivos e agentes de segurança suficientes, inflacionando absurdamente o mercado de segurança privada. O ambiente de risco será de difícil leitura para as pessoas comuns, bem como para todo o aparato de segurança pública e privada. Um bom exemplo de cenário de caos foi o chamado “apagão aéreo” que congestionou todos os aeroportos brasileiros, não faz muito
tempo. Da mesma forma, como agirá o crime organizado? Sabemos que é grande a possibilidade de outros ataques à cidade de São Paulo voltarem a acontecer em algum momento. Devemos prever também a possibilidade real de um descontrole sobre a criminalidade em alguns setores durante o período dos eventos esportivos, pois podemos entender que todo o aparato de segurança pública estará voltado ao controle dos crimes que afetem diretamente os eventos, em detrimento do combate ao roubo de cargas, roubo a bancos, roubo de carros e todas as modalidades criminosas que a inibição dependa do patrulhamento ostensivo, que deverão estar empenhados em outras tarefas. A vitimologia estuda como o comportamento e os hábitos das vítimas contribuíram para que os delitos fossem cometidos, mas se considerarmos que as pessoas estarão felizes e passeando, consequentemente em
outro nível de pensamento que não o preventivo e somarmos a isto a potencialidade de um ambiente confuso e competitivo das pessoas “disputando” estes recursos básicos, em última análise, elas só estarão esperando para fazer parte das estatísticas criminais. Como os órgãos de segurança pública e as empresas de segurança privadas poderão utilizar o conhecimento dos estudos
vitimológicos para prevenir erros estratégicos de segurança que sejam potencializadores destes delitos? Com certeza podemos mapear geograficamente as regiões e as áreas onde a infraestrutura seja deficitária e haja potencialidade para o acúmulo de pessoas, gerando uma maior capacidade do uso dos recursos disponíveis de segurança. O monitoramento urbano através de recursos de CFTV, centrais de integração de análise de inteligência criminal e comunicação eficiente e oportuna com os policiais nas ruas poderão contribuir muito para o efetivo combate aos criminosos. Sabemos que representantes oficiais brasileiros dos órgãos de segurança pública foram enviados aos últimos Jogos Olímpicos na Grécia e à Copa do Mundo de Futebol recém-terminada na África do Sul para conhecerem os preparativos que foram utilizados durante estes enormes eventos, mas será que os organizadores oficiais abriram a “caixa preta” ou só propiciaram um passeio turístico mostrando como eles são bons e como investiram dinheiro? Mesmo para um especialista, é difícil entender o conceito de segurança que foi aplicado em um determinado local se não conhece adequadamente o ambiente a ser protegido. A ampliação das infraestruturas necessárias para a realização destes grandes eventos modifica os ambientes que estão inseridos, dificultando o entendimento destas mudanças sobre o comportamento dos usuários, vizinhos e criminosos para que as medidas de segurança preventivas sejam implantadas adequadamente. Análises destes impactos deveriam ser realizadas antecipadamente de forma a fazer prevalecer as premissas inicias de segurança do projeto, pois mesmo que mudanças oriundas pela falta de recursos financeiros ou outras questões
políticas venham a interferir no projeto original das obras, o conceito de segurança não seria alterado. Questões como terrorismo e desastres naturais devem ser consideradas também sob o ponto de vista dos recursos emergenciais e contingenciais para atender grandes quantidades de pessoas. A qualidade da inteligência estratégica presente nos projetos de infraestrutura será traduzida
nas soluções técnicas e operacionais, permitindo que todos os recursos funcionem de forma integrada e eficiente. A imagem do país estará em risco e presente em todos os problemas que afetem as pessoas e a organização dos eventos. Problemas de imagem gerados em eventos com visibilidade mundial trazem prejuízos por décadas e podem nunca serem esquecidos. É impossível esquecer o atentado terrorista contra os atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972 e a solução desastrosa das autoridades alemãs, bem como, do atentado à bomba nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, perpetrado por um agente de segurança privada desequilibrado que queria ser tomado por herói pela mídia por ter encontrado a bomba e evacuado o local. A feliz experiência dos Jogos Panamericanos realizados no Rio de Janeiro em 2007 é uma boa referência, mas não é de forma alguma um exemplo definitivo de nossa capacidade organizacional e política a ser comparado com a grandeza dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Futebol.

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Estamos vivenciando grandes mudanças no mundo, que estão afetando diretamente como enxergamos os riscos. Guerras, catástrofes naturais, terrorismo, espionagem econômica, fraudes empresariais, epidemias, desastres ecológicos, colapsos financeiros de empresas e até de países, estão constantemente nas grandes manchetes dos jornais nos últimos anos. Nossa época
esta sendo chamada de “a era da incerteza”, mas mesmo com todos os avisos que temos recebido nestes tempos conturbados, parece-nos que os tomadores de decisão ainda estão reticentes quanto ao correto gerenciamento de riscos. De certa forma, sempre se espera que governos e conselhos administrativos tomem decisões erradas, pois atualmente a grande dificuldade não está mais na falta de informações para balizar as decisões mais críticas, mas sim na capacidade de se lidar com grandes volumes de informações e conseguir romper a grossa camada de informações inúteis, separando e analisando corretamente as que de fato são portadoras
de mudanças. Quando conversamos com outros consultores tarimbados, temos a impressão de que todos passam dificuldades para escolherem o método de risco mais assertivo e que possa traduzir realmente os riscos em matrizes convincentes para um empresariado cada vez mais cético quanto aos investimentos necessários para a mitigação dos riscos. Recordo que em certa ocasião, não faz muito tempo, quando recebia os ensinamentos de um novo método de avaliação de riscos pelo próprio criador do método, um especialista renomado internacionalmente, quando discutíamos exatamente este tema, o mesmo me disse eu poderia utilizar quaisquer métodos e as possíveis combinações destes, para que os riscos fossem adequadamente assimilados. A posição do mestre é muito interessante, principalmente por que o mesmo não se preocupou em defender o método que ali aplicava, mas sim, profissionalmente admitir que os bons profissionais precisem dominar suas técnicas e fazer o melhor uso de seus conhecimentos. Com certeza é a postura com que todos nós nos solidarizamos, mas que dificilmente vemos acontecer, pela simples razão dos profissionais serem mal interpretados. Mudar os métodos de avaliação de riscos pode gerar insegurança pela perda de referências, mas acertando o método e mantendo sempre os mesmos indicadores a referência será positiva e trará confiança para as decisões críticas. O grande desafio está em conseguir sensibilizar o empresariado quanto ao gerenciamento de uma nova e abrangente matriz de risco. O sucesso do gerenciamento de riscos está calcado na necessária e constante preparação para as emergências e contingências oriundas do acompanhamento da evolução e atualização dos riscos do negócio. Contudo, esperar que os indicadores estatísticos demonstrem que o risco está na vizinhança é fazer uma aposta cega. O que temos visto é que, acertadamente as empresas estão se preparando para as contingências em áreas que afetam o negócio diretamente, mas erroneamente deixando de lado áreas mal avaliadas, que também afetam o negócio pela dificuldade de recuperação das mesmas em uma crise. A miscelânea de dados a serem analisados e o conflito de interesses administrativos entre as áreas internas acabam por afetar as decisões de investimentos de forma perigosa para o negócio. O que chama a atenção a meu ver, é que as grandes consultorias que não tinham foco em riscos estão contratando e treinando pessoas para fazer este trabalho para seus antigos clientes, resta saber qual experiência vai imperar na demonstração dos resultados apurados, se a dos analistas de riscos ou a dos contadores. De qualquer forma, o mercado brasileiro está evoluindo rapidamente na aceitação de consultores independentes ou de pequenas empresas de
consultoria focadas na gestão de riscos, que nos últimos anos conseguiram amealhar grande experiência e confiança do mercado, algumas inclusive, prestando serviços no exterior. Esta evolução já está sendo sentida fortemente nas áreas de auditoria, operações e logística das grandes empresas, que cada vez mais se aproximam dos gestores de riscos focados em segurança operacional, e não mais somente dos gestores de riscos financeiros. Esta união de interesses está facilitando a ampliação do entendimento da grade de ameaças aos negócios de diferentes setores do mercado, gerando uma compatibilidade de visão para o gerenciamento de riscos por todos os envolvidos. E seguindo este pensamento, não podemos nos esquecer de que a desconfiança entre as partes precisa acabar
para o bem de todos. Fornecedores, prestadores de serviços, operadores logísticos e também os clientes, precisam estar conectados e focados na prevenção dos riscos. Esta é uma época de grande competitividade, talvez como nenhuma outra, contudo as partes nunca foram tão dependentes umas das outras. Nossos concorrentes não são necessariamente nossos inimigos, basta que compartilhemos das mesmas crenças e dos mesmos valores para falarmos a mesma língua e alcançarmos o sucesso juntos. Não há mais espaço de crescimento para aqueles que querem fazer tudo sozinhos e que não compartilham suas experiências e conhecimentos.

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CONTRAESPIONAGEM.

Senhores, a espionagem está em alta, ou melhor, a contraespionagem está. Apesar de não ser matéria corriqueira nos jornais, pelo
simples fato do sigilo que envolve estes casos, este ano que se encerra foi atípico quanto ao número de denúncias, principalmente contra chineses, russos, norte-coreanos, israelenses, americanos e até chilenos. Aconteceram recentemente até trocas de espiões entre russos e americanos, trazendo a tona ações de espionagem que até então estavam apagadas pelo fim da guerra fria. Interessante notarmos como o assunto sobre a espionagem econômica e militar entre as nações, em alguns casos, tem demonstrado contornos puramente comerciais, sendo julgados em fóruns econômicos internacionais e em tribunais de alçadas comuns. Não é
nossa intenção discutirmos aqui aspectos geopolíticos e de Estado, mas sim analisarmos o que julgo ser, uma mudança significativa do cenário mundial no que tange a “guerra comercial”. Os atores deste cenário são as grandes empresas privadas que atuam globalmente e as empresas com a participação do Estado de forma majoritária, ou não. Em ambos os casos, os Estados estão empenhados em coletar e buscar informações privilegiadas que possam auferir vantagens em negociações, bem como, conseguir tecnologias de ponta para suas empresas sem o incômodo das pesquisas, do tempo e dos custos envolvidos. E assim sendo, a
despeito dos grandes recursos empregados nas ações de espionagem, a contraespionagem de Estado ou privada, está em grande forma. Mas infelizmente, quando perguntamos aos empresários brasileiros sobre suas perdas relacionadas ao vazamento de informações voluntárias e involuntárias, os mesmos ficam céticos sobre o assunto. As empresas brasileiras, por não aceitarem que a
espionagem faz parte das estratégias de seus concorrentes, tornam-se vítimas fáceis. Algumas empresas estão se conscientizando da necessidade de coibir estas ações através de medidas de segurança mais adequadas, contudo, a grande maioria ainda não trata a proteção ao conhecimento com a devida seriedade. A proteção ao conhecimento não se restringe a segurança da informação (TI), mas a toda uma cadeia de produção de informação e conhecimentos específicos, necessários ao sucesso das empresas. Tem-se repetido sistematicamente que o “elo mais fraco da corrente é o ser humano”, mas nada muito prático tem-se feito a este respeito. Entendemos que as contramedidas de segurança necessárias para a identificação e impedimento de ações clandestinas são necessárias e exequíveis, desde que as empresas de fato se disponham a falar sobre o problema. As barreiras são internas e devem ser gradualmente desinibidas na cabeça dos executivos, como outros riscos já o foram no passado. O mundo está em constante mutação e os recursos que antes eram somente dos governos mais poderosos, hoje estão à disposição de todos e a serviço das empresas e dos negócios. Nos últimos anos surgiram numerosas empresas de inteligência privada no mundo, e no Brasil onde o termo ainda encontra alguma resistência, as prestadoras de serviços nesta área se auto intitulam de empresas de investigação empresarial. As empresas estrangeiras contam com profissionais dissidentes de serviços de segurança e inteligência estatal, enquanto que no Brasil, apesar de existir também esta mão de obra qualificada, predominantemente são ex-policiais e profissionais de outras áreas que acabaram sendo “forçados” a desenvolver estas atividades. Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o numero de profissionais que procuram por cursos especializados cresceu exponencialmente, pois também concentram os profissionais com experiência e formação para ministrá-los. Muitas empresas preferem contratar serviços privados para executar estas atividades, mas algumas delas, com a experiência adquirida na implantação de áreas de Inteligência Competitiva (IC), acabaram por expandir estas áreas para atuarem também na Contrainteligência (CI). Mesmo que trabalhos mais complexos, ou gerados por demanda muita específica sejam em sua maioria contratados, muitos profissionais fixos nas empresas já conseguem
realizar projetos mais técnicos em decorrência de estarem contratando e acompanhando os trabalhos terceirizados. A natureza destes trabalhos varia conforme as atividades fins das empresas e o conhecimento das mesmas sobre os riscos de seus processos mais críticos. O receio dos riscos associados à imagem da marca, somado a falta de cultura/experiência neste setor são grandes impecílios para se seguir adiante quando surgem as evidências de espionagem. À exemplo de muitos casos de fraudes, as empresas não sabem como agir quando o problema ocorre com pessoas que até então eram consideradas “insubstituíveis” ou que ocupam altos cargos. Mas o grande vilão atual está nas redes sociais e nos recrutamentos sem planejamento e pesquisa prévia. A área de CI precisa ser desenvolvida com solidez, baseada em políticas realistas e com o respeito das outras áreas do negócio. Sempre vemos uma sombra de desconfiança quando o assunto é o suposto poder de algumas áreas, principalmente se o “head office” não possui o prestígio necessário para emprestar credibilidade às suas ações. A dinâmica da CI é ativa e não preventiva, ocorre muitas vezes em tempo real, no sentido prático de suas soluções. Assim sendo, os profissionais devem ser muito bem qualificados e alinhados com as expectativas da alta gestão, não podendo nunca se confundir com a aplicação de determinadas práticas operacionais para não ferir a ética e a moral. Nesta mesma direção, anseio pelo dia em que os profissionais de CI poderão debater a atividade abertamente como já é feito na IC, e outras áreas de segurança corporativa. Parabéns aos profissionais de CI pelos resultados obtidos.

 

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