Feeds:
Posts
Comentários

Archive for julho \19\America/Sao_Paulo 2011


Como em todas as vésperas da EXPOSEC, esta não foi diferente, o mercado se agitou e todos os colegas de profissão especularam sobre as novidades que apareceriam desta vez. Evidentemente determinadas áreas sempre têm mais visibilidade que outras pelo próprio dinamismo evolutivo que apresentam ano após ano, cumprindo seu papel de atender a demanda. Saltam aos olhos a quantidade e a qualidade das novas tecnologias e a evolução de outras já existentes, quer seja por novos recursos e aplicações, ou mesmo pela integração tecnológica e compatibilidade operacional das mesmas. Vendo tudo isso e ouvindo os comentários durante a feira, não consegui conter minha especulação sobre a perspectiva do elemento humano neste conjunto de soluções tecnológicas, mas sob o prisma da informação como fator decisório em uma (re) ação. Qualquer processo de decisão, humano ou informatizado, autônomo ou integrado, precisa de parâmetros pré-definidos baseados em padrões básicos de ações específicas, politicamente alinhadas com as expectativas dos resultados destas (re) ações. A informação como dado, precisa receber tratamento de análise para se tornar informação de qualidade, ou seja, conhecimento. A parametrização de sistemas de segurança automatizados, remotos e sensoreados parece lógica, contudo, a convergência entre estes sinais e uma decisão de (re) ação depende da aceitação e interpretação da interface humana, ou seja, os sinais de alertas recebidos precisam estar vinculados diretamente às consequências da suposta violação para gerar uma decisão coerente e abrangente por parte do “interprete” da situação. Pois uma violação de segurança sem a análise das consequências dos diversos impactos, diretos e indiretos, geradas por uma (re) ação mal sucedida por falta de informação pode ser pior que a própria ocorrência. Façamos uma comparação, para simplificar vamos imaginar por um lado, um depósito fechado, alarmado, com suas áreas externas de terreno iluminadas e monitoradas por CFTV, perímetro murado e cerca eletrônica alarmada, um posto de vigilante na única entrada e uma central de monitoramento interna. Por outro lado, temos uma área público-privada de um saguão superlotado de aeroporto com um público tenso e cansado por voos atrasados, bagagens desviadas, violadas, perdidas ou roubadas, banheiros cheios, bares e restaurantes com demora no atendimento, na véspera do natal, enfim, um caos. O suposto aeroporto, restringindo nossa análise ao ambiente citado, certamente conta com CFTV, excelente iluminação, central de monitoramento, vigilantes, policiais e agentes aeroportuários. Pergunto: Como comparar a facilidade de uso das tecnologias aplicadas, sinais de alertas gerados, interpretação dos sinais e tempo de tomada de decisão entre estes dois cenários operacionais? Parece-me desproporcional em todos os sentidos possíveis. Todos devem estar pensando nas diferenças entre os procedimentos e normas necessárias às duas operações de segurança e no consequente treinamento que garantiria a aplicação e eficácia das mesmas. E neste ponto, as informações continuam a ser cruciais em nossa discussão. Um sistema de informação que permita registrar em detalhes todos os parâmetros das operações de segurança; riscos; recursos técnicos, operacionais e humanos; ocorrências; perdas; ações decorrentes; resultados; estatísticas relevantes; relatórios operacionais e gerenciais; etc. servirá para indicar a evolução dos riscos, as deficiências da operação e os erros administrativos, bem como, todos os bons resultados. Estas informações fornecem um conhecimento sem precedentes para manter convergentes todos os recursos investidos na segurança, e mais ainda, alimentar um ciclo virtuoso de novas referências temporais, que todos sabemos o valor. Este conhecimento, analisado, estruturado e transformado em treinamento teórico e prático, por exemplo, certamente fará a diferença no momento crucial de uma avaliação pessoal do operador ou agente de segurança sobre o comportamento de um indivíduo ou de um grupo, de forma a identificar uma ameaça real ou potencial. E que em última análise, permite uma (re) ação individual ou de um grupo coordenado, sem hesitação ou efeitos colaterais; se os procedimentos estiverem corretamente dimensionados para aquela situação e forem respeitadas todas as premissas de segurança pessoal e coletiva dos envolvidos. As complexidades dos eventos de riscos à serem eliminados em áreas populosas ou densamente habitadas, mesmo que temporariamente como no caso das Olimpíadas ou da Copa do Mundo de Futebol, também podem ser mapeadas e detalhadas em sistemas informatizados, que analisadas podem ser classificados por áreas e fatores de riscos, de forma a permitir a estratégia de mitigação mais apropriada. Ao contrário de um banco de dados comum que pode ser vasculhado por um software tipo “datamining”, as informações relativas à segurança precisam ser analisadas qualitativamente por um analista sensível ao problema do ambiente de risco. Especialistas em segurança em todo o mundo oferecem suporte ao desenvolvimento de sistemas informatizados de segurança cada vez mais sofisticados, mas estes sistemas nem sempre conseguem atender a todas as necessidades de seus usuários pela grande exigência dos mesmos. Mas mesmo assim, é possível encontrar sistemas informatizados de gestão de segurança empresarial e patrimonial desenvolvidos no Brasil, com grande qualidade e excelente custo/benefício, basta pesquisar e comparar.

Read Full Post »