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Archive for abril \05\America/Sao_Paulo 2012

No artigo anterior apresentamos o () Método de Análise de Processo de Inteligência, segunda parte da M.·. (Metodologia dos Três Pontos) ou Metodologias Avançadas de Apoio à Investigação Empresarial, constituída por três métodos principais como se segue: () Método de Estruturação de Coleta e Análise de Dados e Informações; () Método de Análise de Processo de Inteligência; e () Método de Entrevista de Inteligência Analítica. A estrutura da Metodologia dos Três Pontos (M.·.) permite que seus métodos possam ser utilizados em conjunto ou separadamente, auxiliando os investigadores que utilizem quaisquer destas ferramentas, sem prejuízo às suas próprias práticas investigativas. Esta flexibilização garantirá aos profissionais o tempo necessário à sua aprendizagem e evolução no uso das ferramentas, até que a total utilização da metodologia proposta seja absorvida. Mantendo assim, o objetivo inicial da criação da Metodologia dos Três Pontos (M.·.), em trazer facilidade e eficácia às investigações empresariais, mesmo que já iniciadas. Consideraremos a seguir o () Método de Entrevista de Inteligência Analítica, onde entenderemos as estratégias e as dinâmicas empregadas nas entrevistas técnicas com suspeitos, as técnicas e o planejamento, bem como, a importância da escolha dos entrevistados e a ordem em que os mesmos serão entrevistados. Consideramos como “inteligência analítica” no processo de entrevistas técnicas, todos os conhecimentos necessários para o planejamento pleno das entrevistas que serão realizadas para que as mesmas produzam o resultado, ou o desfecho necessário para a conclusão das investigações de um possível delito. O planejamento requer conhecimentos detalhados sobre o perfil do suspeito, seu histórico de vida pessoal e profissional, desde seu comportamento dentro e fora do ambiente de trabalho, passando por aspectos relevantes de sua personalidade e psique. Este conhecimento irá orientar o entrevistador tanto no formato do convite para a entrevista e o local adequado para mesma, como as técnicas psicológicas e de indução que serão empregadas. Técnicas estas, que deverão ser aplicadas no nível de pressão correta para o perfil, conseguido pela duração da entrevista e da insistência de determinados pontos, bem como, pela apresentação de evidências e provas contra o suspeito. Fundamentalmente, o planejamento das entrevistas levará em consideração o grau de risco para cada um dos entrevistados, quanto aos aspectos éticos, morais e legais. Aqui cabem alguns esclarecimentos. Primeiramente devo explicar que considero ética aquilo que fazemos, ou esperam que façamos na frente dos outros, enquanto que a moral deve ser vista como aquilo que aceitamos fazer sem testemunhas, ou que a nossa consciência permite. Quanto à questão legal, basta nos atermos aos comportamentos e ações tipificadas pela nossa legislação. O entrevistador deve exaurir todos os meios possíveis para conseguir os conhecimentos necessários dos suspeitos e desenvolver um questionário inicial para cada um dos suspeitos. O entrevistador deve ainda, garantir para si mesmo que se sente confortável e preparado para aplicar as técnicas previamente definidas para os suspeitos conforme suas características pessoais e a sua própria. Improvisações não devem ser consideradas como ações positivas. Contudo, o entrevistador deve estar preparado para reveses durante as entrevistas. Na entrevista técnica há um conflito de interesses entre o entrevistador e o suspeito pela própria natureza do evento. Cada uma das partes estará captando, analisando, processando e reagindo a cada pergunta e resposta subsequente. Os agentes deste processo de comunicação buscam controlar o fluxo de informações na medida certa para que seus interesses sejam atendidos. De um lado, o entrevistador induz o entrevistado a falar o que não deseja sem perceber este risco; enquanto por outro lado, o suspeito tenta avaliar o risco do que está falando. Se o entrevistador for preparado e dominar as técnicas necessárias, este conseguirá sobrepujar o suspeito em sua estratégia defensiva e evasiva. O entrevistador deverá estar municiado de informações relevantes sobre o suspeito e o fato investigado, e durante este tempo estará identificando atentamente as características e demonstrações contraditórias do comportamento emocional e corporal do seu alvo de atenção, registrando mentalmente estas implicações para o processo investigativo quando as informações, enquanto mensagem, conterem conteúdo significativo. Desvios da normalidade no comportamento do entrevistado nas várias modalidades surgem por razões distintas, e cabe ao entrevistador, utilizando os filtros corretos e não os pessoais, presentes em sua própria personalidade, se esmerar em captá-los corretamente, separá-los e classificá-los conforme a importância do fato em relação ao conteúdo implícito. A análise de conteúdo do discurso do suspeito somada às demonstrações corporais e emocionais pode influenciar o entrevistador de forma negativa e provocar uma reação antagônica, bloqueando assim o fluxo de informação sem que o mesmo se aperceba de ter sido o catalisador deste processo. Provavelmente, a tarefa mais difícil para o entrevistador seja não deixar transparecer seus verdadeiros sentimentos, mesmo que não os declare abertamente, em relação ao seu interlocutor. Isto pode ocorrer inadvertidamente, em razão do mesmo em algum momento da entrevista passar a julgar o suspeito como culpado. Neste caso, o entrevistado captará claramente os sinais e automaticamente passará a ser um risco muito maior para o sucesso do entrevistador. Após o encerramento da entrevista o investigador deverá analisar minuciosamente o depoimento e as informações coletadas e determinar se será necessária uma nova entrevista. Se assim julgar necessário, o entrevistador poderá dar um passo atrás e voltar a fazer uma coleta de apoio, visando confirmar informações até então desconhecidas. Tecnicamente recomenda-se que as entrevistas com suspeitos sejam realizadas na presença de uma testemunha do entrevistador, que atenderá tanto aos requisitos de risco pessoal como profissional deste, e terá um papel importante como uma segunda fonte na análise final do depoimento e das impressões sobre o suspeito. O aperfeiçoamento das técnicas de entrevistas, bem como os sucessos decorrentes do entrevistador, sempre deverá ser creditado à capacidade deste em reconhecer e refletir sobre seus erros e ter humildade de dar um passo atrás. Finalizando a série de quatro artigos relativos à M.·. (Metodologia dos Três Pontos) ou Metodologias Avançadas de Apoio à Investigação Empresarial, esperamos estar contribuindo para a evolução e reconhecimento das tão necessárias atividades investigativas empresariais. Aos colegas profissionais, desejo sorte e convicção no sucesso pelo uso de nossa metodologia e poder recebê-los em nossos cursos.

*O conceito da metodologia M.·. e os conteúdos dos métodos , e , bem como sua marca, são de criação e direitos autorais do autor e protegidas sob a forma da lei.

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No artigo anterior apresentamos o () Método de Estruturação de Coleta e Análise de Dados e Informações, primeira parte da M.·. (Metodologia dos Três Pontos) ou Metodologias Avançadas de Apoio à Investigação Empresarial, constituída por três métodos principais como se segue: () Método de Estruturação de Coleta e Análise de Dados e Informações; () Método de Análise de Processo de Inteligência; e () Método de Entrevista de Inteligência Analítica. A estrutura da Metodologia dos Três Pontos (M.·.) permite que seus métodos possam ser utilizados em conjunto ou separadamente, auxiliando os investigadores que utilizem quaisquer destas ferramentas, sem prejuízo às suas próprias práticas investigativas. Esta flexibilização garantirá aos profissionais o tempo necessário à sua aprendizagem e evolução no uso das ferramentas, até que a total utilização da metodologia proposta seja absorvida. Mantendo assim, o objetivo inicial da criação da Metodologia dos Três Pontos (M.·.), em trazer facilidade e eficácia às investigações empresariais, mesmo que já iniciadas. Consideraremos a seguir o () Método de Análise de Processo de Inteligência, onde entenderemos a validade das informações produzidas para a análise das vulnerabilidades da investigação e as hipóteses viáveis do delito investigado. Depois da coleta e análise de dados e informações () propriamente dita, o investigador precisa organizar este conhecimento de forma a comparar o conjunto de conhecimentos produzidos, buscando a visão do quadro geral sob o aspecto do desenvolvimento da investigação. Neste ponto estaremos procurando montar o mosaico que nos indicará a direção a seguir. Consideraremos os conhecimentos adquiridos das informações validadas e identificaremos a partir daí quais conhecimentos são suficientes e quais seriam desejados e que ainda precisam ser adquiridos para validarmos uma hipótese inicial de como o delito foi praticado e por quem. Está análise determinará se a coleta de informações nos moldes da fase anterior () pode ser encerrada ou se precisa de novos recursos, bem como, em que momento será possível avançarmos para a fase () onde desenvolveremos as estratégias de escolha dos entrevistados e em que ordem os mesmos serão convidados para a entrevista. Nomeamos a fase () de Análise de Processo de Inteligência por ser esta a fase mais importante do processo investigativo. Esta fase é o ponto de equilíbrio entre todas as fases previstas na investigação. É neste momento que formamos convicção sobre o modus operandi e os possíveis envolvidos na concretização do delito apurado. Também tomaremos a real consciência de nossas chances de sucesso em conseguirmos a confissão tão desejada, ou se conseguiremos apresentar os elementos de prova para uma acusação formalizada. É a fase onde testamos nossas teorias sobre o ocorrido. O método utilizado baseia-se no princípio de análise lógica sobre as vulnerabilidades encontradas no, ou nos processos internos da empresa, que somados ou separadamente possam ter contribuído para a concretização do delito. Da mesma forma, se tais vulnerabilidades poderiam ter sido exploradas intencionalmente, ou seja, se foram planejadas ou executadas ao acaso. Pois é sempre possível, que seja a primeira vez que o delito investigado tenha sido praticado, e tendo começado por um erro administrativo qualquer. Vale observar que o erro administrativo inicial pode ser explorado e expandido pelo autor inicial da ação ou desenvolvido por terceiro, que se aproveitou da ocasião. O mais esperto dos fraudadores sempre tentará apagar seus rastros, ou se possível, deixar indicações de forma a criar dúvida sobre a autoria do delito. Quanto mais frágeis forem os controles da empresa e mal desenhados seus processos, mais difícil será apontarmos um único suspeito. Nestes casos específicos, a palavra “inteligência” utilizada no termo Análise de Processo de Inteligência, nominativo do método em questão, indica, pela ótica do investigador, que utilizaremos na verdade uma análise do modus operandi pela “inteligência de processo”. Ou seja, a análise dos processos envolvidos será desenvolvida pela ótica dos controles existentes e comparados com a lógica da execução do delito. Esta comparação indicará os possíveis modus operandi adotados, como também os possíveis perpetradores do delito em questão. A análise lógica dos processos internos da empresa, que chamamos de inteligência, apontará uma lista de suspeitos iniciais diminuindo assim nossos riscos, custos e tempo da investigação como um todo. Se o investigador não possui um método robusto nesta fase crítica da investigação, este acabará por ter dificuldades para finalizar o processo investigativo de forma convincente. Justificar suas suspeitas e conseguir tempo adicional para seguir em frente em casos mais complexos e de esquemas de grande duração, depende enormemente de o investigador conseguir sustentar a linha investigativa adotada. Tal modelagem investigativa, também ajuda fortalecer a convicção desejada pelo investigador nos casos onde só existam “indícios”, e/ou “provas” de difícil validação legal, que corram o risco de serem desqualificadas pelo Jurídico da empresa por questões de fórum interno. Em nosso próximo artigo abordaremos o () Método de Entrevista de Inteligência Analítica, quando entenderemos as técnicas e o planejamento das entrevistas técnicas.

*O conceito da metodologia M.·. e os conteúdos dos métodos , e , bem como sua marca, são de criação e direitos autorais do autor e protegidas sob a forma da lei.

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No artigo anterior apresentamos de forma geral a M.·. (Metodologia dos Três Pontos) ou Metodologias Avançadas de Apoio à Investigação Empresarial, constituída por três métodos principais como se segue: () Método de Estruturação de Coleta e Análise de Dados e Informações; () Método de Análise de Processo de Inteligência; e () Método de Entrevista de Inteligência Analítica. A estrutura da Metodologia dos Três Pontos (M.·.) permite que seus métodos possam ser utilizados em conjunto ou separadamente, auxiliando os investigadores que utilizem quaisquer destas ferramentas, sem prejuízo às suas próprias práticas investigativas. Esta flexibilização garantirá aos profissionais o tempo necessário à sua aprendizagem e evolução no uso das ferramentas, até que a total utilização da metodologia proposta seja absorvida. Mantendo assim, o objetivo inicial da criação da Metodologia dos Três Pontos (M.·.), em trazer facilidade e eficácia às investigações empresariais, mesmo que já iniciadas. Consideraremos a seguir o () Método de Estruturação de Coleta e Análise de Dados e Informações. Como em toda investigação, o tempo e os recursos necessários dispensados à tarefa devem ser equilibrados pela importância da mesma. É imperativo em todo planejamento para a futura investigação a devida consideração das fontes que serão pesquisadas em quaisquer de suas fases. As fontes devem ser analisadas quanto à dificuldade de acesso e a qualidade das informações que se deseja conhecer. Abro um parêntese aqui para registrar que o analista pode não dar a mesma importância e consequente validade, que o investigador/coletor, considerando-se os dois profissionais no processo, à uma informação que porventura tenha sido de extrema dificuldade conseguir. Assim sendo, há de se considerar que mesmo que se consiga acesso à informações privilegiadas, estas deverão ser confirmadas. Daí a necessidade de observância no planejamento da fase de coleta, pois, mesmo que iniciemos nossa pesquisa através de fontes abertas, estas deverão ser em numero suficiente para uma análise completa, e futuramente, se necessário e possível, validar uma fonte melhor qualificada. Sempre devemos avaliar e comparar o grau da qualidade da informação e o nível de risco em consegui-la. Muitos coletores de informações já foram enganados por desinformação quando atribuíram validade à informação pela grande dificuldade em se consegui-la ou pela suposta importância da fonte. O material produzido pela coleta de dados e informações deve passar por criteriosa classificação visando à qualificação da fonte e do conteúdo. Por vezes, uma fonte altamente qualificada pode ser utilizada para passar conteúdo podre, principalmente quando o resultado é de suma importância e não há tempo ou meios de se confirmar o mesmo. A manipulação do coletor também pode ser atribuída ao conhecimento da fonte sobre o mesmo, de como este se sente e filtra as informações recebidas, bem como, se consegue avaliar corretamente a importância e validade das informações recebidas no passado. Se for um “jogo crescente” entre as partes, é possível que ao coletor não seja possível perceber a tempo que sempre foi manipulado em certo grau, para um momento decisivo como este. Já que é sempre possível à fonte manter o coletor interessado em novas “oportunas” informações. Um coletor que se apercebe manipulado, nunca tenderá a compartilhar com seus colegas esta situação, e sim, procurará justificar a falha à outras variantes, que supostamente a fonte não detivera controle naquele momento. Partindo desta lógica, o analista/investigador, segundo a nossa ótica, sempre deverá utilizar os dados coletados das diversas fontes e analisá-los separadamente e comparar os resultados, antes de atribuir maior grau de certeza e “juntar” os dados em um único informe, mesmo que este leve consigo qualquer “ressalva”. Entendemos que esta é a única maneira de avaliarmos corretamente a qualidade das fontes pela análise da origem, pois nos meios empresariais, as fontes podem ser mais escassas ou o tempo menor para a produção do conhecimento. Fontes humanas sempre serão as melhores e as mais arriscadas origens de fontes de informação. Contudo, apesar de que em ultima instância, as fontes escritas partem de pessoas também, não podemos nos esquecer de que fontes escritas não podem avaliar o grau de ansiedade e intensidade na necessidade de uma informação pelo coletor. Nossa proposta é organizar a coleta levando-se em consideração todos estes parâmetros, de forma a facilitar o próximo passo que é a produção da informação. A fase da produção de informação ou conhecimento é também meticulosa e precisa ser treinada constantemente para que o analista/investigador não perca o foco inicial, e consiga manter-se integro aos objetivos iniciais da investigação. Manter a atenção sobre o que é significativo e relevante pode parecer fácil, mas não o é, já que analista/investigador pode deixar-se levar por seus filtros pessoais e uma forte intuição oriunda deste, mas sem nada que a justifique de concreto. Alguns vícios investigativos do agente enquanto coletor, podem influenciar a capacidade de avaliação imparcial necessária, quando este estiver vestindo a camisa do analista. Problema este, muito comum quando as funções costumam se acumular no mesmo profissional. A produção da informação não é uma arte, mas um trabalho também baseado em um método. É importante considerarmos este fato, pois muitos coletores de informações consideram-se “profissionais-artistas”, insubstituíveis em suas funções, e não raro, os analistas seguem estes mesmos sentimentos. Muitas vezes nos deparamos com uma enxurrada de informações e não sabemos como conectá-las. Esta dificuldade momentânea passará se aceitarmos que muitos dados podem ser relativos à outras situações ou ocorrências, e mais do que um fato pode estar aparecendo em nossa “tela” investigativa. A modelagem de dados aplicada em nosso método procura separar pela correta classificação dos dados todos os problemas e vícios de análise, salvo aqueles tendenciosamente originados no caráter do investigador. São comuns os erros das diversas conexões que se apresentam de forma falha pela análise do conteúdo e da fonte, em razão da dificuldade do analista/investigador separar o que é uma tendenciosidade do mensageiro e o que foi desvirtuado do conteúdo pelo mesmo. Este tipo de falha pode comprometer totalmente o resultado de projeto investigativo sem que ninguém se conta deste fato no curto prazo, ou até que a mesma falha surja tantas vezes quanto seja necessária para demonstrar um padrão interno errado. Em nosso próximo artigo abordaremos o () Método de Análise de Processo de Inteligência, quando entenderemos a validade das informações produzidas para a análise das vulnerabilidades da investigação e as hipóteses viáveis do delito investigado.

*O conceito da metodologia M.·. e os conteúdos dos métodos , e , bem como sua marca, são de criação e direitos autorais do autor e protegidas sob a forma da lei.

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