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Archive for setembro \20\America/Sao_Paulo 2012

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Participamos  nos dias 18 e 19 de setembro em São Paulo, da 2ª Edição do CorSecurity Conference apresentando certificações exigidas para os profissionais, importância e diferenciais. Após nossa apresentação lideramos a abertura do Painel de Encerramento com os palestrantes do dia mediando o debate: Certificações – compreendendo os processos de certificações e critérios de avaliação e manutenção dos critérios de melhorias contínuas. Nesta ocasião representamos a ABSO como diretor de Informações da mesma. O evento foi marcado pelo alto nível dos palestrantes e da platéia, o que conferiu um ambiente muito favorável e novas amizades que certamente permanecerão.

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 Fatores como localização, dimensão, características construtivas, iluminação e perfil dos usuários são aspectos que precisam ser considerados no projeto de segurança do estacionamento de qualquer empreendimento. Considero relevante não somente as questões básicas destes elementos, mas principalmente a percepção dos usuários e a relação comportamental gerada e sentida pelos mesmos, quanto ao conforto ou desconforto emocional proporcionado pelo ambiente como um todo. Devemos entender que um ambiente se faz seguro não somente pelos recursos de segurança implantados, mas também pela atitude das pessoas que passam por ali. A segurança é uma ferramenta a mais na prevenção de delitos e não um impedimento por si só. Quando um sistema de segurança é criticado, dá a impressão que é, ou deveria ser um mecanismo de defesa onipresente e infalível, o que sabemos ser impossível. Contudo, as pessoas vitimadas, ou mesmo, aquelas que se sentem ameaçadas pela ocorrência do fato em si, não percebem como suas atitudes pessoas colaboram para estarem dentro das estatísticas de risco. Interessante notarmos que os profissionais de segurança sempre consideram importante o fator de inibição de delitos proporcionado pela demonstração ostensiva dos recursos técnicos, humanos e organizacionais empregados na proteção. Compreende-se que a inibição deveria ser sentida pelos meliantes, que nos tempos atuais não tem se intimidado e ou limitado suas ações nem pela presença da polícia. Neste sentido, difícil justificar os benefícios dos sistemas de segurança que inibem certos delitos e, nada ou muito pouco, contribuem para a restrição de outros. Infiro que o valor de um sistema de segurança será percebido somente pela consciência daqueles que entenderem que também fazem parte deste sistema, interagindo e participando de forma efetiva em prol de sua própria segurança. Este tênue equilíbrio de forças positivas deverá ser conseguido pelo aquilo que o ambiente como um todo “sugerir” aos seus usuários. Se as pessoas se sentirem muito protegidas sem que esta garantia exista, tanto melhor elas entenderem que devem estar atentas, mesmo que despreocupadas. A construção deste equilíbrio naturalmente só pode ser conseguida pela educação e consequente conscientização. Placas de avisos tem exatamente esta finalidade e devem ser utilizadas de forma inteligente. Se colocarmos um aviso dizendo que o estabelecimento não é responsável por objetos deixados dentro dos veículos estaremos estabelecendo uma relação de disputa. Mas, se ao invés disso esta sinalização colocar em dúvida uma atitude, como: Você se lembrou de trazer seus bens pessoas ou tirá-lo da vista quando trancou seu veículo? Talvez estejamos provocando uma dúvida razoável se esta pessoa não precisaria fazer a sua parte. Da mesma forma que não podemos contar com que as pessoas tenham bom senso ou estejam atentas todo o tempo, também devemos considerar que as pessoas costumam ser inteligentes quando estimuladas. Voltando ao projeto de segurança, não seria prudente escurecermos o ambiente do estacionamento pensando que assim, as pessoas sentindo medo, manteriam mais atenção em pessoas com comportamentos estranhos ou duvidosos que indicariam a possibilidade da má intenção, pois obviamente, a falta de iluminação também incentivaria o criminoso. Mas aceitamos que um estacionamento bem iluminado e cheio de gente é um lugar seguro, o que não é obrigatoriamente um fato. Faltaria neste cenário, não só câmeras de CFTV bem posicionadas, como também a presença física de seguranças fazendo rondas ou em estações de controle. Infelizmente, com exceção de alguns empreendimentos que sofreram seguidas ocorrências delituosas, não temos observado a costumeira e esperada presença de seguranças e ou policiais nos diversos ambientes que circulamos todos os dias. Devemos ficar atentos às mudanças comportamentais dos criminosos e das pessoas de bem, se pretendemos motivar estas últimas a terem um comportamento equilibrado e cooperativo nas medidas de segurança previstas. Há relatos de assassinatos, sequestros e estupros em estacionamentos de shoppings centers, condomínios e empresas. As pessoas precisam se apoiar e poder compartilhar suas dúvidas e receios quanto à segurança pessoal sem receio de serem taxadas de medrosas ou doidas. Por que não podemos incentivá-las a esperarem umas às outras e aproveitarem a presença mútua das mesmas no mesmo ambiente para se deslocarem juntas quando saem ou retornam aos seus carros? Onde foi parar a convivência madura e o respeito coletivo? Os riscos das grandes cidades podem afastar as pessoas por medo uma das outras, mas também podem fazer com que as mesmas entendam que precisam uma das outras para viver melhor. Sem nenhuma utopia, a nossa segurança só será efetiva se o outro também estiver seguro. Vamos lembrar-nos destes pequenos exemplos quando desenharmos nosso próximo projeto de segurança. Sempre lembrando que o bom senso e a experiência valem mais que muitas crendices.

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