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Archive for outubro \22\America/Sao_Paulo 2012

Participamos recentemente em Porto Alegre do Seminário Geral de Segurança organizado pelo COL – Comitê Organizador Local da FIFA. Este evento reuniu pela primeira vez os responsáveis pelo planejamento da segurança e mobilidade das doze cidades sedes dos jogos da próxima Copa do Mundo de Futebol, oportunidade que propiciou a apresentação dos planos de cada uma delas. Além das diferenças naturalmente visíveis entre o tamanho e a infraestrutura de cada cidade sede, dois aspectos interessantes sob o ponto de vista organizacional chamaram a atenção. Primeiro e notadamente negativo, é a forte impressão das diferenças existentes entre as experiências profissionais dos envolvidos pela implantação dos planos de segurança e mobilidade nas cidades sedes, e o segundo, fico feliz em constatar, de como as Policias Militares, Civis e Guardas Civis Metropolitanas estão integradas em muitos destes estados, que valeria um estudo mais aprofundado para aprendizagem geral. Estas forças policiais serão responsáveis pela segurança das pessoas e do patrimônio em torno dos estádios e nas vias públicas diretamente, além das costumeiras responsabilidades cotidianas. A ABIN – Agência Brasileira de Inteligência está avaliando os riscos, bem como, a Policia Rodoviária Federal e a própria Polícia Federal apoiarão as outras iniciativas em suas próprias esferas de atuação. Caberá ao Exército Brasileiro coordenar as ações das três forças no quesito Defesa Nacional, principalmente nas fronteiras. Veremos também a partir de agora a presença da segurança privada, os chamados “stewards”, cuidando da segurança dentro dos estádios. O COL tem formado comissões, promovido reuniões e oficinas técnicas aos grupos de interesse já há cinco anos, que demonstra, tal como em uma organização privada, a necessidade de um “coach” para motivar e liderar a todos para alcançarem as metas propostas. Do meu ponto de vista, entendo que este deve ter sido e continua sendo um desafio descomunal, enquanto questões políticas, financeiras e legais, infiro, costumam ser obstáculos formidáveis. Acredito que a vontade do Governo Federal tem sido um fator decisivo em prol do tão almejado sucesso. As palavras gerais de ordem foram claras e inequívocas: “Não podemos falhar”. Mas a mais emocionante, sem dúvida alguma, veio do Sr. Hilário Medeiros – Gerente Geral de Segurança do COL – que adaptando o “slogan” – “Yes, we can!” (Sim, nós podemos!), declarou: “Sim, nós fazemos!”. A despeito de todos os problemas inerentes ao tamanho do desafio assumido, fiquei muito emocionado, como acredito que os outros quase seiscentos participantes ficaram, por estarmos vivendo este momento histórico, pois com certeza, deixará um legado incontestável de boas mudanças para o nosso país. Dentre os riscos que estão sendo considerados como os mais elevados neste momento em termos de probabilidade de ocorrência, os crimes comuns tem uma participação de mais de 46%, enquanto o terrorismo somente 4%, segundo a ABIN. Entre estes, aparecem também, ações do crime organizado, desordem pública, manifestações sociais e vandalismo. Apesar do índice do risco de terrorismo estar bem baixo, todos tem em mente que sua concretização em qualquer nível seria catastrófico para a imagem do país. Questões de violência relacionadas às disputas entre torcidas organizadas estrangeiras dentro e fora das arenas são de grande preocupação, principalmente entre ingleses e argentinos, infladas pela vingança e disputa ainda em pauta das Falklands. Os números relacionados à realização da Copa do Mundo são gigantescos, tanto financeiramente como de pessoas envolvidas na organização e operacionalização do evento, o que nos remete aos desafios de atender aos requerimentos da FIFA. Das doze cidades sedes, somente duas entregaram ao COL seus “Master Plan” até o presente momento e algumas portarias que vão viabilizar a Lei Geral da Copa ainda precisam ser publicadas para atender a todas as exigências da FIFA. Problemas relacionados à proteção das marcas patrocinadoras do evento, tratados como clientes pela FIFA, também representam enorme gasto de energia desde já, pela necessidade de monitoramento de ações de pirataria e exploração de espaço publicitário perto das arenas pela concorrência. Muitas novidades regulatórias para a segurança privada estão por vir, criando ansiedade e oportunidades para as empresas do setor. O tratamento dos diversos tipos de público e a busca por um nível de serviço padronizado nacionalmente são elementos cruciais para a qualidade do evento e são motivos de muitas preocupações. Os aspectos organizacionais e suas decorrentes implicações operacionais, tanto para os atores governamentais como os privados que atuarão na área de segurança, merecem destaque e maior detalhamento, que procuraremos apresentar e discutir em outros artigos. Áreas Integradas de Segurança; Área de Interesse Operacional; Mapa de Força; Perímetro de Verificação de Veículos; Rotas Protocolares e de Fuga; Rotas de Pessoas; Pistas Exclusivas; Áreas de Eventos Públicos; Áreas de Hospitalidade; Estruturas Temporárias; Centro Integrado de Comando e Controle; Centro Integrado de Comando e Comunicação; C4I; Gerenciamento de Multidão entre outros, são termos importantes e carregados de grande significado operacional que apresentaremos aos leitores futuramente dentro da perspectiva de segurança da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.

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