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Archive for julho \26\America/Sao_Paulo 2013

Hotéis de todos os tipos, tamanhos, luxuosidade, serviços e lugares do mundo sofrem delitos por parte de funcionários, hóspedes, visitantes e meliantes. As ações delituosas costumam ser direcionadas principalmente aos hóspedes e ao hotel. Hóspedes podem ter roupas caras, perfumes, joias, dinheiro e equipamentos eletrônicos como alvo de interesse, enquanto os hotéis mantém enorme aparato hoteleiro em suas instalações para poder receber seus clientes em seus quartos, restaurantes, cafés, salões de festas e convenções de negócios. A primeira regra de um hotel que se preze é a cortesia, o que exige cuidados especiais na contratação e treinamento de seus funcionários. Contudo, por mais que se esforcem vencer a má índole e a disposição ao delito não é tarefa fácil, mesmo em ambientes aparentemente bem controlados. Os hotéis modernos são estruturas complexas que abrigam múltiplos ambientes, serviços, públicos e consequentemente, riscos. Furtos de bens materiais do hotel podem ser mantidos sob controle através de inspeções de rotina, inventários, monitoramento por CFTV, estoques segregados de materiais mais caros ou cujo dano causariam prejuízo operacional, bem como, investigações internas que propiciem não só a identificação dos participantes dos delitos, mas o conhecimento dos meios utilizados visando corrigir as devidas falhas. Quando as vítimas de furtos são os hóspedes em seus quartos temos instalada uma pequena crise que precisa de políticas gerenciáveis caso a caso, pois muitos equívocos podem acontecer. Alguns exemplos, a suposta vítima perdeu uma joia, mas tem medo de dizer ao marido e culpa logo a camareira; outra pessoa acredita ter colocado um determinado bem na mala, mas na verdade esqueceu em casa e acha que teve seu bem subtraído dentro do hotel; uma camareira furta um perfume entre vários de uma mesma hóspede, mas esta só percebe alguns dias depois, acusando a camareira errada pela primeira estar em dia de folga. Ocorrências de furtos de notebooks também acontecem no salão da recepção, do café da manhã e do restaurante por meliantes que circulam nestas áreas como visitantes e gozam do anonimato em razão destas serem tratadas como áreas “público-privadas”. A segurança lida com funcionários desonestos, hóspedes encrenqueiros e golpistas de todo tipo que usam suas dependências de uso comum para fazer reuniões, monitorar hóspedes e eleger alvos potenciais. Os grandes hotéis também podem ser palcos de espionagem e atentados contra seus hóspedes ilustres. Recordo-me de um dos cursos de proteção executiva que fiz no exterior, onde o instrutor especializado em artefatos explosivos citou dois casos emblemáticos. Consta que, no primeiro a Sra. Margareth Thatcher, que durante seu mandato de primeira ministra da Inglaterra teve seu quarto de hotel explodido sem que a mesma estivesse lá, depois que colocaram dentro de uma das paredes uma bomba programada para um determinado horário. A primeira ministra escapou do atentado porque a palestra de abertura que iria proferir na conferência anual de seu partido foi antecipada em quinze minutos. No segundo, o então presidente dos Estados Unidos Bill Clinton teria escapado de um atentado em uma visita a um país do oriente médio, porque o serviço secreto americano descobriu antes, que a laje de uma marquise do Hotel em que se hospedaria havia sido preparada para explodir remotamente. A espionagem nos hotéis, mesmo nos quartos dos hóspedes, não é fato raro, pois muitos executivos de destaque mudam seus hábitos e costumes, facilitando muitas vezes a ação coordenada de agentes nos diversos ambientes em que se encontram conversando, relaxando ou deixando material sensível para subtração dos mesmos. Conheci um agente de segurança estrangeiro que sempre ficava dentro do quarto do VIP, enquanto outro ficava do lado de fora. Esta situação é conflitante com as operações normais do hotel, já que outros hóspedes e funcionários terão que passar junto ao agente no corredor, gerando certa tensão em todos. Apesar de todos os modernos recursos de monitoramento por CFTV disponíveis e das equipes de segurança, cada vez mais e especialmente treinadas para identificar ameaças potenciais nos hotéis, temos notícias de diversas quadrilhas especializadas em agir nas redes hoteleiras. O ambiente hoteleiro corre o risco de se tornar alvo de crimes que até então eram considerados incomuns dentro de seus domínios, pela razão dos hotéis estarem concorrendo comercialmente com outras atividades, oferecendo espaços para shows, palestras, reuniões, peças de teatro e exposições, ampliando seu nível de exposição ao risco. A criminalidade e a violência já chegaram a condomínios fechados, shopping centers, restaurantes e casas de shows, demonstrando tendência de se voltar a este ambiente rico também. Devemos ficar alertas para todos os tipos de riscos encontrados em atividades complexas de serviços onde exista grande numero de pessoas multiculturalmente diferentes como nos hotéis, pois seus diferentes públicos podem potencializar tanto as ameaças internas como as externas, exigindo novas alternativas na prevenção de perdas.

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Vazamento de informação governamental gera crise política internacional

O último vazamento de informações sobre as operações da NSA e do FBI é uma grave denúncia sobre a coleta de material de inteligência com metodologia que “nivela” o direito de privacidade de cidadãos inocentes aos dos suspeitos de terrorismo. Edward Snowden, um analista de informações empregado pela Booz Allen Hamilton para fazer “data mining” para a NSA – National Security Agency, a agência americana responsável pela coleta de inteligência de sinais, denunciou o programa “PRISM” entre outros mecanismos usados para coletar informações não somente de alvos, como também de cidadãos acima de qualquer suspeita. O denunciante se justificou, dizendo que não quer viver em uma sociedade que faz este tipo de coisas e que se identificou porque não fez nada de errado. Vamos aos fatos! Não vamos nos enganar, a NSA e o FBI usam tecnologia para monitorar tudo e todos, o tempo todo, sem exceção. A denúncia repercutiu no Parlamento Inglês em razão dos Estados Unidos compartilhar com a Inglaterra, seu parceiro no sistema “Echelon”, de informações que são obtidas de forma não regulamentada pela atual legislação do país. Não é nenhuma novidade o que o “Echelon” tem feito há tempos, mas o “Prism” e o “InformantBoundless”, este último voltado à inteligência de comunicações, escancararam políticas públicas criadas durante o governo Bush, mas grandemente ampliadas pelo governo Obama, que principalmente pela manobra política da criação do “Patriotic Act” e do “FISA-Foreign Intelligence Surveillance Act”, entre outras Ordens Executivas, deformaram suas criações com interpretações convenientes aos seus objetivos políticos e não necessariamente da segurança nacional. A Suprema Corte Norte Americana reconhece a inconstitucionalidade destas medidas, mas está impedida de agir pela atual situação vigente. A invasão de privacidade fere direitos de cidadãos e empresas de todo o mundo que usam provedores de serviços de internet, hospedam seus dados e se comunicam com ferramentas de comunicação pela rede, cujos servidores estão localizados nos Estados Unidos, mesmo que a legislação de seus países os proteja contra este tipo de crime, abrindo uma brecha de segurança da informação e do conhecimento sem precedentes. Não deve passar despercebido que a empresa Booz Allen Hamilton é controlada pelo Grupo Carlyle, um fundo de investimento norte-americano gigante, com 176 bilhões de dólares em ativos. O governo Obama se defende da denúncia afirmando que analisam somente meta dados e os conteúdos não. Muitos provedores de serviços se dizem surpresos com a denúncia e alegam desconhecimento ou conivência, enquanto alguns já afirmam só terem fornecido informação sob sigilo de justiça e ordem oficial. Enquanto ações coordenadas para demonizar o denunciante e desinformar a mídia e a população ocorrem, os defensores de conspirações já se adiantaram em apontar sutis diferenças entre os slides portadores das informações que foram publicados pelos jornais “The Guardian” britânico e o “New York Times”. Rumores de que uma empresa israelense forneceu as tecnologias ainda não foram confirmados. Sabedores que os fatos conhecidos no momento em que escrevemos este artigo podem mudar até sua publicação, mas suficientes para nossa análise e aprendizado do cenário, vamos ponderar somente os principais aspectos.

Situação

Risco

Vulnerabilidade

Denúncia Pública

Perda de Direitos Constitucionais   Individuais e Corporativos

Políticas Governamentais Secretas

Exposição de Tecnologia Sensível

Perda de Eficiência

Prevenção dos Alvos Legítimos

Relações Internacionais

Rompimentos de Acordos / Custos Elevados em   Novos Acordos / Perda de Aliados

Ambiente de Desconfiança

Imagem do Governo

Impeachment / Fortalecimento do Partido de   Oposição

Eleitores Insatisfeitos / Cobranças da Oposição

Imagem das Instituições Públicas

Perda de Confiança dos Cidadãos Americanos

Mudanças na Legislação / Ações Regulatórias

Imagem da Empresa Terceirizada

Processos Legais / Perda do Valor das Ações

Contratos de Sigilo / Investidores se   Identificam como Alvos

Imagem da Controladora

Perda do Valor das Ações

Investidores se Identificam como Alvos

Denunciante

Prisão / Perda do Emprego

Legislação Federal / Servir de Exemplo

Provedores de Serviço de Internet

Perda de Usuários / Diminuição do Fluxo de   Dados

Mudanças de Hábitos / Entrada de Novos   Players no Mercado

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