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Archive for novembro \27\America/Sao_Paulo 2014

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Desconfiança do governo federal é o que emoldurará todas as perspectivas de crescimento econômico e dos investimentos empresariais no próximo ano. A visão prévia de um horizonte possível é ainda temerária neste momento, dificultando o planejamento estratégico em todas as suas vertentes. As necessidades de investimentos estruturais no país, somadas aos controles artificiais sobre a inflação e o enorme rombo orçamentário, podem não se alinhar na estratégia do governo federal para evitar que nenhum destes aspectos serem prejudicados. Ou seja, o crescimento será ínfimo no próximo ano, ou em caso contrário, uma bomba desastrosa cobrará seu preço mais a frente, já que não há novas fontes de financiamentos para a realização de tudo que se deseja. Nestas condições, que não são uma surpresa para aqueles que consideraram a possibilidade da reeleição da atual presidente, se não o pessimismo, a cautela é palavra de ordem nos negócios. Nesta perspectiva, a gestão de riscos deverá subir mais um degrau e passar a integrar efetivamente a estratégia corporativa no sentido de antecipar demandas e preparar recursos para atender as necessidades de concretização das estratégias dos negócios. Tanto a redução de perdas nos processos como a expansão para novas áreas de negócios exigem planejamento antecipado para cenários de redução de custos ou pré-crise. Governança articulada é o que pode garantir a presença do gestor de riscos no momento oportuno para atender as metas propostas. Neste quesito podemos inferir que o planejamento estratégico fortifica todas as ações voltadas ao atingimento das metas através do melhor entendimento das necessidades orçamentárias e operacionais dos projetos propostos. Desafios como roubos de cargas, fraudes, assaltos aos centros de distribuição, falsificação, perdas de informações estratégicas, danos à imagem, greves, sabotagens, captações de funcionários “chaves” pela concorrência, segurança de executivos e familiares, impactos por desastres naturais, manifestações, problemas transporte e logística do país e suas alternativas, bem como, até alguma epidemia, devem passar pelas mãos dos gestores de riscos cada vez mais. Mesmo que os mapas estratégicos dos gestores de risco sejam apenas uma linha inicial de trabalho, perdendo as supostas garantias de endosso financeiro para o planejado durante o percurso, estes não devem sucumbir às frustrações de mudanças de última hora, já que em cenários de risco todos estarão sujeitos às mesmas regras. Como consultor, vejo algumas tendências de investimentos em projetos voltados à melhoria de controles e de processos, pois estes são em última análise, os melhores indicadores para a análise da auditoria em apontar que tudo está indo na direção certa, ou que alguma coisa não está bem como o desejado. Contudo, também observo que a grande maioria das empresas continua apresentando problemas básicos de gestão quando contratam estes serviços externamente. Acredito ser demasiado frustrante para os gestores de riscos internos serem simples facilitadores para consultores externos, sabedores de suas fragilidades endêmicas e permanentes. De qualquer forma, o respeito mútuo entre os profissionais, e destes pela responsabilidade para com os objetivos do trabalho acaba por gerar resultados positivos ao final do processo. Acredito que a grande preocupação com a perspectiva de cenários negativos nos negócios, seja a dificuldade na identificação das tarefas críticas e o tempo necessário para execução das mesmas, sem que as metas sejam prejudicadas. As empresas costumam demorar muito tempo para iniciar a prospecção detalhada de suas necessidades reais depois de desenhado o mapa estratégico, quer sejam de habilidades internas ou de apoio externo. Esta avaliação de vetores estratégicos e alinhamento interno para a preparação, aparelhamento e possíveis contratações, podem ser longas quando a cúpula ainda está esperando mais indicadores para a tomada de decisão. Ao decorrer do tempo, a “temperatura e nuances” do cenário podem variar de interpretação e atrasar com graves consequências o que poderia ser uma implantação de medidas preventivas sem transtornos e resistências. Estes problemas internos acabam por gerar traumas muitas vezes difíceis de serem superados e que tendem a desgastar novas iniciativas por vir. Podemos entender que estas arestas fazem parte dos processos de gestão das empresas, mas se assim o fizermos, também devemos considerar que deveríamos evoluir sobre as sistemáticas negativas e persistentemente enraizadas, infelizmente. Seja como for, por mais dispendioso que seja o tempo dedicado, os gestores de riscos devem detalhar documentalmente toda a evolução desta dinâmica, para que não se percam os históricos decorrentes, visando demonstrar, corrigir e evoluir as soluções para todos os óbices do caminho. Não podemos perder o foco das metas e todos os recursos de gestão de projetos devem ser aproveitados para aprimorar os cronogramas de trabalhos propostos e enriquecer com detalhes os registros das várias fases de execução. Estas práticas de gestão apoiarão de forma robusta todas as justificativas de mudanças ou de manutenção das estratégias adotadas por parte das áreas afetadas e do próprio gestor de risco. Ao final do exercício fiscal e depuração das metas, todos os envolvidos nos projetos ficarão mais confortáveis com as possíveis críticas se todos os aspectos estiverem plenamente justificados. Cada empresa possui seu próprio método e sistema de gestão, contudo, não é incomum que determinados modelos excluam posições e recomendações dos especialistas das áreas envolvidas quando mudanças de curso são exigidas por outras questões que não as técnicas. E assim sendo, sempre será prudente que cada profissional faça seu próprio registro de trabalho para que se evite algum desgaste pessoal no futuro. Ainda faço uma última recomendação. Não exponha desnecessariamente e nem se vanglorie de seus registros, pois pode parecer que você está demasiadamente preocupado em se proteger. Pode dar a impressão errada e não desejamos isto. Muita segurança e prudência em 2015.

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