Feeds:
Posts
Comentários

Archive for maio \05\America/Sao_Paulo 2017

Falamos muito no tema da dificuldade dos gestores de segurança venderem bem a área de segurança dentro da empresa, mas para isto devemos supor que seus resultados já possam ser sentidos e medidos para que possamos entender e demonstrar o valor de novos investimentos.

Pois, se não conseguirmos demonstrar que alcançamos o ápice com os recursos disponíveis, não podemos justificar avançar em outras frentes que ainda não estão sendo tratadas ou mal avaliadas. Os CEO’s de hoje, mais do que nunca esperam audácia e superação de metas de seus gestores.

Aqui podemos pensar que temos um paradoxo. Como alcançar o máximo de resultados se meus recursos são parcos? Se não tenho recursos suficientes, meus resultados nunca serão satisfatórios. Concorda? Não é bem assim.

A questão está na qualidade do que fazemos com o que dispomos, e não se é suficiente para o momento. Mesmo porque, sempre precisaremos adequar os recursos à evolução das ameaças.

Outro ponto importante é entendermos que não trabalhamos somente em cima dos riscos, que está atrelada a condição de probabilidade, por tanto incontrolável, mas sim, no tipo de ameaças que podem nos atingir. Como assim? Com certeza a avaliação de riscos é a base de tudo, bem como, as ameaças externas não são de nosso controle, mas, o dinheiro só sai se a probabilidade de ocorrência e seus impactos forem grandes, dificultando a substituição da perda.

Na verdade, o que sensibiliza o CEO a dar mais dinheiro para a segurança é a consequência de o risco vir a se concretizar, os impactos do risco que de fato incomodam. Se isto não fosse verdade, não veríamos tanto a repetição de eventos nos mesmos locais, ou o chamado atendimento de “apagar incêndio” a que estamos tão habituados a trabalhar diariamente.

Preferem sempre ir empurrando com a barriga, até que a situação saia da curva e comece a incomodar todo mundo. Quando a crise chegar, reuniões de emergência acontecerão a toque de caixa e responsáveis serão chamados a atenção, mesmos estes tendo avisado insistentemente sobre a questão.

E quanto a isto, sempre estaremos lutando, já que nestas horas o gestor de segurança é que sempre aparecerá na foto com aquela “cara de sobrou pra mim”.

Contudo, se o gestor conseguir simpatia para sua área através da plena prontidão e disposição para resolver os eventos internos diários, quando surgir um problema interno maior, ou mesmo de origem externa que não possa resolver, todos serão solidários em entender que todos de sua área fazem o melhor, mas não tem recursos suficientes para atender outras demandas; “agora” consideradas importantes, o dinheiro surgirá.

Mas, se os resultados da área de segurança não forem satisfatórios nos quesitos mínimos que estão seus cuidados, a probabilidade de todos acharem que o gestor atual não dará conta do recado é muito grande.

Assim sendo, apesar do argumento exposto ser discutível em muitos casos, principalmente em empresas onde a área de segurança já seja considerada madura, infelizmente, ainda é o que encontramos na maioria das empresas onde a área de segurança não é considerada parte integrante da estratégia de negócios.

Motivação sempre foi e sempre será a saída, nem sempre fácil, para alcançarmos resultados de alta performance.

Não devemos pensar que a alta performance está atrelada somente a altos salários, mas sim, a possibilidade de reconhecimento pessoal e avanço na carreira.

Podemos encontrar equipes grandes o suficiente para a dimensão das tarefas, mas que não dão conta do recado, bem como, equipes reduzidas, que sabidamente deveriam ser consideradas aquém do efetivo recomendado, e mesmo assim, apresentam resultados bem apreciados.

É comum o erro de gestores deixarem as equipes relaxarem e não imporem cobranças de melhores resultados quando sabem que o efetivo está aquém do necessário. Este erro não só piora sistematicamente os serviços até terem que trocar toda a equipe, como também, puxa para baixo aqueles valores dos que querem se sobressair por entenderem que não serão notados e valorizados.

Uma pequena equipe motivada pelos valores certos, como a auto estima por ser reconhecida por prestar um serviço de excelência, faz toda a diferença em qualquer ambiente de trabalho.

Investimentos em treinamentos onde todos participam, são muito mais bem recebidos pela equipe, do que pequenos aumentos de salários, apesar de sabermos que as duas coisas estão atreladas.

Se não podemos dar aumentos de salários constantes, uma grade de treinamentos bem montada, e mais facilmente justificada, traz enormes benefícios à empresa, agregando valores e consequentemente resultados.

Se não podemos adequar o dimensionamento da equipe de segurança ao ambiente de riscos, devemos adequar o nível de envolvimento da equipe na solução de problemas, treinando, delegando e apoiando as iniciativas individuais e coletivas do grupo.

Equipes sobrecarregadas normalmente estão sujeitas a erros e insatisfações dos clientes internos. Para ajustarmos todos os fatores de desgastes pessoais entre a equipe de segurança e suas demandas, devemos ter um código de conduta e uma declaração de objetivos e metas muito bem definidos, e apoiados pela alta gestão.

Normas bem escritas e claramente definidas podem ser traduzidas em Matrizes de Apoio à Decisão”, que por sua vez, tira das costas da equipe de segurança uma decisão pessoal que possa gerar conflitos e desgastes pessoais.

Devemos aceitar que membros valorosos de uma equipe de trabalho, de qualquer que seja a área de atuação, para assim seres vistos, dependem de suas capacidades de resolverem problemas. Se não treinamos estas pessoas para serem mais assertivos, não podemos penalizá-los por seus erros na tentativa de serem prestativos. O que acontece muito.

Se a disposição em resolver os problemas que surjam forem percebidas, o valor estará agregado automaticamente aos serviços apresentados. Da mesma forma, mas em sentido contrário, se a equipe de segurança está sempre se desculpando por não poder atender as demandas, mesmo que polidamente, a percepção de qualidade e satisfação será mínima.

Agregar valor na prestação de serviços está intrinsicamente ligado a fazer acontecer, por assim dizer. E fazer acontecer está ligado a mágica da satisfação em ser verdadeiramente útil.

Valorizar é respeitar, e respeitar é o primeiro passo para a evolução do indivíduo que queremos que seja sempre melhor!

Read Full Post »